01/04/2011

Henri Slezynger presidirá Conselho Diretor da Abiquim até 2013.

As empresas associadas à Abiquim elegeram, em 31 de março, o novo Conselho Diretor da entidade para o biênio 2011/2013. O empresário Henri Armand Slezynger, engenheiro químico e administrador de empresas, será o presidente do Conselho Diretor. Slezynger é acionista da Unigel, grupo com 15 unidades industriais no Brasil e no México. Com atuação nos segmentos de especialidades químicas, fertilizantes, plásticos e embalagens, a Unigel emprega cerca de 2 mil pessoas.

Slezynger terá como vice-presidentes Carlos Fadigas de Souza Filho, presidente da Braskem, Pedro Emílio Suarez, presidente da Dow, Marcos De Marchi, presidente da Rhodia, Marcelo Lacerda Soares Neto, presidente da Lanxess, Paulo Francisco Schirch, presidente da Solvay, Alfred Hackenberger, presidente da Basf, e João Benjamin Parolin, diretor superintendente da Oxiteno.

Como conselheiros, foram eleitos Carlos Alberto Schmid (Huntsman), Ciro Mattos Marino (Millennium), Cristiano Melcher (Fosbrasil), Domingos Henrique Guimarães Bulus (White Martins), Eduardo Kunst (Artecola), Eduardo Leite Cordeiro (Petrom), Flávio Augusto Lucena Barbosa (Innova), Irundi Sampaio Edelweiss (Deten), Isaac Plachta (IQT), José Veiga Veiga (M&G Polímeros), Julio Muñoz Kampff (Henkel), Laércio Valentin Giampani (Syngenta), Luiz Antonio Veiga Mesquita (Vale Fertilizantes), Mario Antonio Carneiro Cilento (Carbocloro), Michael Pronin (Clariant), Nelson Pereira dos Reis (Quirios), Paulo Cezar Amaro Aquino (Petroquisa), Reinaldo Rubbi (Elekeiroz), Ricardo Vellutini (DuPont), Richard Ward (Petroquímica Suape), Rui Chammas (Quattor), Theodorus van der Loo (Bayer), Wanderlei Passarella (GPC Química), Weber Ferreira Porto (Evonik Degussa) e Wolfgang Heinz Guderle
(DyStar).

O Conselho Fiscal é composto por Ricardo Neves de Oliveira (ICL Brasil), Rodrigo Lopes Almeida (Monsanto) e Ronaldo Silva Duarte (Columbian), tendo como suplentes Haroldo Montenegro Ignacio de Almeida (QGN), José Lucas de Alvarenga Freire Filho (Bluestar Silicones) e Pedro Riveros (Air Products).

Fonte: Abiquim

31/03/2011

Empresas usam resíduos agrícolas para produzir PET, mas iniciativa é alvo de dúvidas

    A Pepsico anunciou recentemente ter conseguido produzir uma garrafa, apenas com resíduos agrícolas, como cascas de pinheiro, laranja e batata. Em 2012, a empresa colocará a embalagem experimentalmente no mercado, num projeto-piloto. Depois, a ideia é expandir o seu uso. Desde o ano passado, a Coca-Cola produz a "plant bottle"  - embalagem feita com até 30% de cana-de-açúcar.  Nos dois casos, a boa notícia é a substituição de uma fonte não renovável - o petróleo - por outra renovável na produção do PET. A demanda por PET só cresce no País. De 1994 até 2010, o aumento chegou a 525% - no último ano foram produzidas 500 mil toneladas.

Mas as iniciativas ainda são controversas. Até mesmo o presidente da Abipet, Auri Marçon, tem dúvidas.  Ele louva a iniciativa das empresas em pesquisar matérias-primas mais sustentáveis, mas faz ressalvas. Diz não conhecer "o pulo do gato" que permitiu à Pepsico fazer uma garrafa apenas com resíduos agrícolas. "Tentei inúmeros caminhos e não consegui descobrir a rota. Os cientistas do setor de PET desconhecem a rota química ou a patente adotada e dizem que isso é um desafio extraordinariamente difícil", afirmou Marçon. Para ele, é preciso ter cuidado ao falar de um produto, "que ainda não está na mão". "Respeito, porque é empresa de renome, mas gostaria de entender melhor como fizeram."  

O plástico PET é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por cerca de 30% de seu peso, e o PTA, responsável pelos 70% restantes. Segundo a Coca-Cola, "atualmente, podemos produzir em escala industrial o MEG a partir de origem vegetal". A empresa diz, porém, que trabalha "para desenvolver o outro componente, o PTA, também a partir de fonte vegetal renovável". Mas não há previsão de quando o objetivo será alcançado. Marçon mostra uma incongruência no caso da Coca-Cola. Ele explica que o resíduo da cana é mandado do Brasil para a Índia, onde está parte da matéria-prima, para produzir o MEG. A resina PET é fabricada no país asiático e depois volta para o Brasil, para embalar o refrigerante. "Se for levar em consideração essa equação logística, provavelmente não há um equilíbrio ambiental, não é viável em termos de meio ambiente. Porque vai transportar o líquido lá para a Ásia, olha a emissão que se tem de combustível de navio", avalia o presidente da Abipet.

30/03/2011

Criado primeiro processador plástico para computador

Dois recentes desenvolvimentos - um processador plástico e memória impressa - demonstram que a tecnologia dos computadores não precisam depender do inflexível silício.
Como se sabe, o silício está em quase qualquer circuito computacional que conhecemos, mas, por serem mecanicamente rígidos, chips feitos desse material ficam restritos a empacotamentos também inflexíveis.
Mudando radicalmente esse panorama, pesquisadores europeus usaram 4 mil transistores plásticos orgânicos para criar o microprocessador plástico, cujo circuito mede apenas 2 centímetros quadrados e é encapsulado sobre um substrato de plástico flexível. O resultado é mais barato e maleável do que os circuitos tradicionais que conhecemos.
O protótipo do processador plástico foi criado por cientistas do centro de nanotecnologia IMEC, na cidade de Leuven, na Bélgica, em parceria com a empresa de pesquisas TNO e com a firma especializada em displays, Polymer Vision, ambas na Holanda.
O processador, por ora, só pode rodar um programa simples contendo 16 instruções, executando à velocidade de 6Hz, cerca de 1 milhão de vezes mais lento que o processador de um computador de mesa comum. E só pode processar informações em blocos de 8 bits, muito pouco em comparação aos 128 bits dos processadores mais modernos.


Fonte: O Globo

29/03/2011

Indústria de embalagem segue otimista para 2011

     Após crescer 10,13% em 2010, a indústria brasileira de embalagens não tem razões para temer a esperada desaceleração projetada para este ano. Segundo estimativas da Fundação Getulio Vargas (FGV), feitas a pedido da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), o setor deve ter alta de 2,2% na produção em 2011. Caso a estimativa se confirme, este seria o segundo melhor resultado anual, desde o início da década passada, atrás somente do patamar de 2010 e juntamente com os anos de 2001 e 2004, quando o crescimento foi de 2,24%. O salto no indicador de produção em 2010 é justificado pela fraca base de comparação. Em 2009, o setor encolheu 3,77%, no que fora o 3º pior desempenho desde o início do levantamento pela FGV, em 1994. As maiores quedas ocorreram em 2003 (-6,40%) e 1999 (-3,84%).

Avanços em todos os segmentos
   
Após registrar em 2010, o melhor resultado da história do levantamento iniciado em 1994, o setor agora projeta manter uma trajetória consistente de crescimento, acompanhando a economia nacional e o crescimento da renda do brasileiro. Tanto é que neste início de ano as vendas do varejo tiveram alta de 8,3% em janeiro, ante igual mês de 2010, com avanços em todos os segmentos, segundo o IBGE. São eles: móveis e eletrodomésticos (19,1%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,7%); tecidos, vestuário e calçados (9,8%); combustíveis e lubrificantes (6,3%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,9%); livros, jornais, revistas e papelaria (12,5%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (7,4%); veículos e motos, partes e peças (16,4%); e material de construção (16,5%). Já na comparação com dezembro o aumento foi de 1,2% no volume de vendas do comércio varejista em janeiro; o mais forte desde agosto do ano passado (1,9%), na comparação com mês anterior.

18/03/2011

Programa prevê redução de 750 milhões de sacolas plásticas no Brasil em 2011

Com o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, o total da redução no Brasil chegou a 3,9 bilhões de sacolinhas entre 2008 e 2010. Para este ano, a redução prevista é de 750 milhões de sacolinhas no varejo brasileiro. Os dados são das entidades organizadoras do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, desenvolvido pelo Instituto Nacional do Plástico (INP), Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos e Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief). O Programa, que conta com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas congêneres estaduais, é voltado para a conscientização da população sobre uso responsável e descarte adequado de sacolas plásticas. De seu lançamento, em 2008, para cá, já apresenta resultados consistentes: a redução de 3,9 bilhões de sacolas plásticas. “Quando o consumidor se dá conta de que tem direito a uma sacola mais resistente, que pode ser reutilizada inúmeras vezes, além de carregar mais produtos, o varejo passa a ter um aliado na questão da diminuição do desperdício dessa embalagem”, afirma o diretor executivo da Plastivida, Miguel Bahiense. Presente nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis, o Programa também promove o descarte correto, com ênfase na reciclagem (mecânica e energética).

Simplás discute desenvolvimento do setor plástico no RS com nova administração estadual.

O Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho – através do seu presidente Orlando Marin, irá integrar a comitiva formada pelos sindicatos das indústrias do plástico do Estado, Simplavi e Sinplast, e MaxiQuim Assessoria de Mercado que irá se reunir com o Secretário Estadual de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik. O encontro será nesta quarta-feira, dia 16 de março, às 16h, no Centro Administrativo do Estado.
A comitiva objetiva no encontro, discutir o futuro do segmento plástico. Para isto, os três presidentes dos sindicatos irão entregar ao Secretário um projeto de desenvolvimento da cadeia plástica no Estado.



Fonte: Núcleo Comunicação e Marketing

15/03/2011

Minas quer fortalecer participação da indústria petroquímica

O governador Antonio Anastasia vai se reunir em Belo Horizonte, ainda neste mês, com a diretoria da Petrobras para discutir os recursos a serem investidos pela empresa na indústria petroquímica mineira, neste ano. O governador revelou que ainda não pode estimar valores, mas que essa é uma das metas de atração de investimentos para o Estado, em 2011. Anastasia pretende apresentar à diretoria da Petrobras e a lideranças empresariais as opções de Minas para desenvolver um ou mais pólos petroquímicos no Estado. Entre elas, a ampliação da Refinaria Gabriel Passos, a implantação de um polo acrílico, em Ibirité e uma planta de amônia, em Uberaba.


Fonte: Hoje em Dia

Uso da capacidade da indústria atinge 82,6% em janeiro

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) na indústria recuperou-se da queda registrada em dezembro do ano passado e aumentou 0,2 ponto porcentual, para 82,6% em janeiro, de acordo com os indicadores industriais divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Na comparação com janeiro do ano passado, a utilização do parque instalado aumentou 1,4 ponto porcentual.
Já o faturamento real da indústria recuou 1,3% em janeiro, na comparação com o último mês de 2010 (dados dessazonalizados). Apesar dessa ser a segunda queda consecutiva, na comparação mensal, o faturamento da indústria ficou 7,9% acima do patamar registrado em janeiro do ano passado.
As horas trabalhadas na indústria cresceram 0,6% em janeiro ante o mês anterior e acumulam crescimento de 3,7% ante janeiro de 2010. Ainda assim, destaca a CNI, esse indicador se mantém ao nível 3,3% inferior ao patamar pré-crise, de setembro de 2008.
Apesar da queda do ritmo da atividade industrial, o emprego voltou a crescer pelo terceiro mês consecutivo. O indicador de novas contratações aumentou 0,2% em janeiro ante dezembro, com expansão de 4,8% ante janeiro de 2010.
Como normalmente ocorre no início do ano, a massa salarial real da indústria diminuiu 15% em janeiro, na comparação com dezembro, mês quando normalmente são pagos 13º salário, bônus e outras remunerações. Na comparação com janeiro do ano passado, a massa salarial cresceu 4%. Da mesma forma, o rendimento médio real do trabalhador no setor recuou 14,9% em janeiro, ante dezembro. Comparado a janeiro do ano passado, a queda foi de 0,9%.

04/03/2011

Produção de veículos cresce 24% e bate recorde em fevereiro

A produção de veículos no Brasil bateu recorde em fevereiro, atingindo o melhor desempenho para o mês com a fabricação de 310.657 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.
De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pela Anfavea (associação das montadoras), houve acréscimo de 18,7% no confronto com janeiro e de 24% ante igual intervalo no ano passado. No acumulado do ano (572.434 unidades), o aumento chegou a 15,3%.


Já as exportações somaram 64.564 unidades em fevereiro, com alta de 20,4% em relação ao mês anterior e de 21,5% no confronto anual. Considerando o resultado nos dois primeiros meses do ano, o incremento foi de 16,4% (118.171).
Apesar das medidas de restrição ao crédito anunciadas em dezembro, as vendas de veículos novos também bateram recorde em fevereiro, registrando 274,2 mil licenciamentos. Os números mostram expansão de 12% no número de emplacamentos em relação a janeiro e de 24,1% no confronto com o mesmo mês do ano passado, quando ainda havia o impulso ao setor com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
No primeiro bimestre do ano, as vendas também atingiram um novo patamar, contabilizando 519 mil unidades no período --alta de 19,5% sobre igual intervalo em 2010.


O número de empregados nas montadoras somou 119.580 trabalhadores ao final do mês passado, superando o patamar contabilizado em janeiro (118.968). Levando em conta também os funcionários em fabricantes de máquinas agrícolas, a indústria empregava 138.447 pessoas, também acima dos 137.660 registrados no mês anterior.

Produção industrial cresce em 7 das 14 regiões pesquisadas

A produção industrial cresceu em sete dos 14 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de dezembro para janeiro, considerando o indicador com ajuste sazonal. Na média nacional, a indústria apresentou alta de 0,2% na mesma base de comparação.
Na dianteira, ficou o Espírito Santo, com expansão de 9,4%, após acumular perda de 6,4% nos dois últimos meses. Na sequência, vieram Paraná (9%), Bahia (2,0%), Ceará (1,4%), Amazonas (0,8%), São Paulo (0,7%) e região Nordeste (0,1%).
Por outro lado, tiveram queda Goiás (-4,6%), Pará (-4,1%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (ambos com -2,3%), Pernambuco (-1,6%), Minas Gerais (-1,2%) e Santa Catarina (-0,4%).
Na comparação de janeiro com o mesmo mês de 2010, o crescimento foi de 2,5% em todo o país. Já os índices regionais registraram crescimento em sete dos 14 locais pesquisados.
As maiores altas foram no Paraná (18,4%), Espírito Santo (9,3%), São Paulo e Pará (ambos com 3,6%) e Minas Gerais (3,1%). As demais taxas positivas foram observadas em Santa Catarina (2,4%) e Amazonas (0,6%).
Por outro lado, Ceará (-9,5%) e Bahia (-9,4%) assinalaram as quedas mais acentuadas, refletindo, respectivamente, a menor produção nos setores têxtil e de produtos químicos. Também com resultados negativos figuraram: região Nordeste (-6,1%), Rio Grande do Sul (-5,5%), Pernambuco (-2,2%), Goiás (-1,0%) e Rio de Janeiro (-0,2%).
No indicador acumulado nos últimos doze meses, os resultados positivos atingiram todos os locais pesquisados. As indústrias do Espírito Santo (19,4%), Goiás (15,5%), Paraná (14,8%), Amazonas (13,8%) e Minas Gerais (13,2%) continuaram registrando as taxas mais elevadas, seguidas por Pernambuco (9,8%), São Paulo (9,2%) e Pará (9,1%) que cresceram em ritmo próximo ao da média nacional (9,4%).

Entidades da indústria dizem que setor não deve avançar mais do que 3% este ano

SÃO PAULO - Após puxar o avanço do PIB em 2010, a indústria deve patinar em 2011. Pelas projeções de entidades como Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) e Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor deve avançar não mais que 3%, fato considerado "lastimável" pelos empresários .
- O PIB industrial fechou 2010 com alta de 10,1%. Mas os resultados anualizados escondem a fraca performance do último trimestre do ano passado, que teve retração de 0,3% (sobre o terceiro trimestre) - apontou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
Skaf lembra que o baixo desempenho da atividade econômica nos primeiros meses de 2011 é resultado das medidas de contenção do crédito tomadas pelo governo em dezembro e janeiro. Além disso, a alta dos juros, que já contabiliza um ponto percentual em 2011, poderá agravar ainda mais a situação das empresas e da economia.
- É provável que o PIB nacional em 2011 fique entre 3% e 4%. E o crescimento industrial pode estagnar entre 2% e 3%. Isso é lastimável - observou Skaf.

03/03/2011

PIB forte de 2010 limita crescimento em 2011, dizem analistas

O crescimento do PIB brasileiro em 2010, o maior em 24 anos, representa um resultado expressivo para a economia do país, mas é também um dos fatores que contribuem para a expectativa de um ritmo mais lento em 2011, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.
De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE, o PIB do Brasil cresceu 7,5% em 2010, o índice mais alto desde 1986, quando teve a mesma variação.
 A capacidade produtiva do país e o mercado de trabalho suportariam, e isso causa pressão inflacionária", diz o professor de Macroeconomia da FGV-SP Robson Gonçalves.
Na opinião do economista e professor da PUC-SP Antonio Corrêa de Lacerda, as medidas adotadas no fim do ano passado para frear o crédito e esfriar o consumo - como o aumento do compulsório (dinheiro dos bancos que fica depositado no BC) - já dão indícios de que a taxa de crescimento vai diminuir em 2011.
Para Lacerda, o PIB deve crescer algo em torno de 4% e 4,5% neste ano, podendo chegar a 5% e 5,5% caso sejam adotadas, segundo o especialista, medidas para estimular o investimento na produção, como redução dos juros e mudanças no sistema tributário.
Gonçalves não faz previsões para o crescimento neste ano, mas cita o boletim semanal Focus, em que as estimativas de alta do PIB para 2011 já caíram da faixa de 5% para 4%.
"Se um teto de expansão do PIB existe, nós já chegamos a ele", acrescenta o professor da FGV-SP.

QUEDA DE RITMO
Robson Gonçalves avalia que dados prévios relativos ao desempenho da economia no último trimestre de 2010 já indicavam uma desaceleração no ritmo de crescimento, com perda de fôlego em setores como a indústria.
O economista vê a infraestrutura como principal gargalo que impede o Brasil de sustentar um crescimento semelhante ao de 2010 ao longo dos anos. Outra necessidade, segundo o professor da FGV, é a de investir na geração de mão de obra qualificada.
"Além disso, as empresas estão em situação incômoda, com a pressão dos custos pela alta global das commodities, com o aumento dos juros e a pressão dos importados. Isso também forma um contexto de insustentabilidade do crescimento", afirma.
Na avaliação do diretor de Macroeconomia da LCA Consultoria, Fernando Sampaio, a desaceleração da economia registrada no fim do ano passado faz com que o PIB de 2011 "herde" um crescimento menor do que 2010.
A previsão dele é de que, neste ano, o carry-over (crescimento acumulado que se reflete no PIB do ano seguinte) fique entre 1,1% e 1,2%, contra os 3,4% que 2010 "recebeu" de 2009 - quando foi registrado um forte crescimento do PIB no quarto trimestre.
Sampaio prevê que, com o cenário de arrefecimento da economia, o crescimento do PIB em 2011 deve ficar em torno de 3,6%. Na opinião do economista, este ritmo pode aumentar em um prazo de cinco anos, chegando a algo entre 4% e 5%.
Para o diretor da LCA, o maior gargalo para um nível de crescimento sustentável mais elevado no Brasil é o setor de energia. Sampaio avalia que o país corre o risco de enfrentar sérios problemas caso o setor não consiga atender à demanda por energia da indústria a partir de 2013, o que exigiria investimentos imediatos.
Antonio Corrêa de Lacerda também defende investimentos em infraestrutura - principalmente em áreas como energia e transportes - e a consolidação de um modelo sustentável, com equilíbrio social e ambiental. Na opinião do economista, o desafio do Brasil "é mais qualitativo do que quantitativo".
"É preciso garantir que o investimento seja maior do que o consumo, além de incorporar novos cidadãos enquanto consumidores e conseguir um crescimento mais equânime entre as regiões."

Empresas brasileiras buscam soluções sustentáveis para garantir mercado externo

Bioplásticos, plásticos à base de etanol e resinas biodegradáveis. Esses termos estão se tornando cada vez mais comuns no universo das empresas, especialmente daquelas que atuam em nível internacional.
“A cada feira que participamos, percebemos que o interesse mundial por produtos sustentáveis se torna maior, o que mostra a necessidade das empresas desenvolverem um novo portfólio, voltado a essa demanda”, afirma Cristina Sacramento, especialista em filmes flexíveis do Programa Export Plastic.
Seguindo essa tendência, algumas empresas associadas ao Programa já disponibilizam para seus clientes opções de materiais sustentáveis. A Cromex, fabricante de masterbatches, é uma delas. A empresa desenvolveu linhas de cores e de aditivos para serem usados em polietileno (PE) verde – de fonte renovável, e para resinas biodegradáveis fabricadas a partir de uma base de ácido poliláctico (PLA), derivado de plantas.
O PE Verde é uma resina produzida a partir do etanol de cana-de-açúcar, desenvolvido pela fabricante brasileira de resinas Braskem. Além de renovável, cada tonelada de PE Verde produzida contribui com a absorção de 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera. Já o PLA é um bioplástico que, em condições de compostagem (umidade de 80% e temperatura constante maior que 60ºC), se decompõe num período de três a quatro meses.
Esses insumos são destinados especialmente às indústrias automobilística, de brinquedos, cosméticos e higiene pessoal, embalagens, entre outras. Essas indústrias demandam cada vez mais produtos com reduzido impacto ambiental, tanto em seu processo produtivo quanto em seu descarte.
Além de inovação para gerar menos impactos na produção, o mercado da sustentabilidade também pede que os materiais possam ser reaproveitados, reduzindo o volume de matérias-primas necessário para o próprio processo produtivo e a quantidade de resíduos descartados. Neste sentido, a Vitopel desenvolveu um papel sintético fabricado a partir de diversos tipos de plásticos reciclados, coletados no pós-consumo – embalagens, rótulos, tampas de garrafas e sacolas plásticas, por exemplo. Com 850 quilos de plásticos retirados do lixo, a empresa fabrica uma tonelada do papel sintético.
O resultado é um material de alta qualidade visual, de textura agradável ao toque e extremamente resistente (não rasga e nem molha). Além disso, é 100% reciclável no final de sua vida útil.
Com a atenção mundial voltada às questões de sustentabilidade, produtos que atendam requisitos como uso de matérias primas renováveis e recicladas, geração de menos impactos ambientais em sua produção e disposição e possuir um bom potencial de reciclabilidade têm obtido um maior espaço no mercado e os transformadores brasileiros estão de olho na nova tendência.

Fonte: Boletim Export Plastic

02/03/2011

Setores de baixa intensidade tecnológica perdem espaço na estrutura industrial

Nos últimos sete anos, os setores tradicionais e de baixa intensidade tecnológica perderam espaço tanto na geração de emprego como
na produção da indústria. Entre 2003 e 2010, os setores mais intensivos em tecnologia apresentaram desempenho superior aos demais.
O setor com melhor desempenho entre 2003 e 2010 foi Outros equipamentos de transporte (aeronaves, embarcações, motocicletas,
etc.) – de alta intensidade tecnológica. De um modo geral, os setores de intensidade tecnológica média-alta apresentaram
desempenho acima da média, com destaque para Veículos automotores e Máquinas e equipamentos.
Setores de baixa intensidade tecnológica como Madeira, Couros e calçados, Vestuário e Têxtil – tradicionais na economia brasileira
– apresentaram desempenho inferior à média da indústria e perderam espaço na estrutura industrial. Outro setor com situação
preocupante é o de Material eletrônico e de comunicação (média-alta intensidade tecnológica), com queda na produção e baixo
crescimento do emprego no período.

01/03/2011

Trabalhadores das indústrias plásticas de SC querem reajuste de 10%

Depois de oito assembleias realizadas em quadro cidades do estado, os trabalhadores da indústria plástica de Criciúma querem reajuste de 10% de aumento real e abono de R$ 700. “Sem a menor sombra de dúvidas, esse é o melhor início de campanha salarial que temos, nos últimos anos; a categoria está unida e mobilizada”, comemora o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé. As assembleias foram realizadas entre segunda e quinta-feira, em Orleans, Içara, Criciúma e São Ludgero, duas a cada dia, para atender todos os turnos das indústrias dessas cidades, que concentram a maior parte, dos mais de oito mil trabalhadores do setor. Nos oito encontros a pauta sugerida pela diretoria do sindicato, com 84 cláusulas foi discutida e aprovada e o índice de aumento real foi definido pelos trabalhadores, em 10%.
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